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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Luiz Richalski - Facebook (https://www.facebook.com/L1veup)
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A Semana da Comunicação 2013, dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, aconteceu entre os dias 20 e 22 de agosto na Universidade Positivo. A terceira edição do evento trouxe palestras com grandes jornalistas, com discussões sobre temas atuais e relevantes para a profissão, de literatura até o exercício de ética no jornalismo.
O evento proporcionou uma ótima experiência para os estudantes, além de se aproximarem mais da profissão e da sua realidade, puderam expor suas dúvidas e opniões pessoalmente com os profissionais da área.
A semana começou com a palestra “Múltiplo Leminski” em que o jornalista Daniel Zanella e a família Leminski (Estrela Leminski, Áurea Leminski e Alice Ruiz) contaram sobre a carreira do escritor, e discutiram também um pouco do cenário da literatura brasileira atual.
No segundo dia, o jornalista Rogério Galindo, repórter da Gazeta do Povo apresentou sua série de reportagens na palestra “Jornalismo Investigativo: A Série Crimes Sem Castigo”. Contou sobre como foi o processo de apuração dos dados para a série, debateu sobre o cenário do jornalismo investigativo atual e criticou o precário sistema investigativo brasileiro. Na opnião de Galindo, as grandes manifestações que aconteceram esse ano defenderam causas importantes, mas é preciso defender causas que são tão graves e não ganham a atenção da mídia, como os genocídios que acontecem nas favelas e periferias.

O último dia da semana teve a presença de José Wille na palestra “Ética no Radiojornalismo”, em que o jornalista fala da sua carreira e sobre o exercício da ética no jornalismo. José Wille discutiu sobre a denúncia de assédio sexual que ocorreu na rádio CBN, e os motivos pelo qual abandonou a emissora. A palestra também teve a presença Mário Missagi Jr., presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná e professor do Departamento de Comunicação da UFPR, e do jornalista Marcos Mariano. Mariano mostrou o documentário que produziu, abordando a demissão de Gladimir Nascimento da rádio BandNews.
Victor Arendt: https://www.youtube.com/channel/UCB3WwHjYRxyJni0XphPLHGA?feature=watch , https://www.facebook.com/plantao206 e http://instagram.com/plantao206  
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*Primeiro dia:
 
Primeira parte, das 10h às 11h40:

 Alice Ruiz, em breve entrevista concedida ao plantão 206, critica o best-seller "50 Tons de Cinza", de E L James. A ex-mulher de Paulo Leminski considera a obra cafona, e por isso, não ficou surpresa com o sucesso de vendas do livro "Toda Poesia", de seu falecido marido. Suas filhas, Estrela e Áurea Leminski, são mais modestas quando falam do pai, que além de escritor era jornalista, publicitário e compositor. 
 
Segunda parte, do meio dia às 15h30:

 Daniel Zanella, entre inúmeros goles de cerveja, após a palestra dada junto a família de Leminski, assume que não gosta da poesia do escritor curitibano. Ele afirma categoricamente que "a poesia de Paulo é para quem gosta de dizer que gosta de poesia, e não para quem realmente gosta do gênero". Cafona, para o dono do Jornal RelevO, é o modo com que a família de Leminski reagiu à sua crítica literária sobre o poeta, publicada no Lona.
 
*Segundo dia, das 10h às 11h40:
 
 Rogerio Galindo trabalha no jornal Gazeta do Povo e, recentemente, escreveu a série de reportagem "Crime sem Castigo". O jornalista denúncia a ineficiência da polícia em resolver assassinatos, geralmente em zonas pobres da cidade. Após ler e analisar mais de 1000 inquéritos policiais e entrevistar várias autoridades públicas, Galindo sentiu-se triste com a pequena repercussão que o caso teve nas rodas de conversa pela cidade. Segundo ele, genocídios como esse tornaram-se banais, pois as pessoas se "acostumaram" com a violência. 
 
*Terceiro e último dia: 
 
Primeira parte, das 8h às 9h40:

 Segundo o advogado Roberto Rolim de Moura Jr, os quatro homens acusados do "crime Tayná" foram torturados primeiramente na delegacia do Alto Maracanã - a primeira das muitas delegacias pela qual os rapazes passaram -, mas também, sofreram lesões, a maioria delas graves, nos outros lugares onde permaneceram detidos. 
  
 Rafael Moro, jornalista responsável pela cobertura do "caso Tayná" pelo site Uol, acredita que "a Polícia está mais interessada em salvar a própria reputação, do que em de fato, apurar o crime". Ele acredita que não devemos confiar em fontes oficias, como no caso em questão, a Polícia. Corporações do Estado tendem a ter mais facilidade para manipular grandes massas, por intermédio dos veículos de comunicação, que repassam toda e qualquer informação sem averiguar/apurar os fatos.

Segunda parte, das 10h às 11h40:

"Na verdade, da pra dizer, que todo mundo vai sofrer assédio, principalmente moral.", afirma José Wille, em entrevista exclusiva para o Plantão 206. O âncora do programa Band Cidade também acredita que no Brasil, os chefes possuem uma visão escravocrata sobre o funcionário. Para ele, os profissionais que sofrem com qualquer tipo de assédio, tendem a procurar anti-depressivos, tratamentos profissionais e, até mesmo, em muitos casos, abandonam suas profissões. 




Por Victor Arendt


terça-feira, 27 de agosto de 2013


Amanda Oliveira:  http://www.flickr.com/photos/100451955@N02
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                 A Semana de Comunicação, realizada pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo chegou à terceira edição este ano. O evento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2013, foi marcado por palestras e oficinas que puderam atribuir conhecimento aos estudantes de ambos os cursos. Além disso, as atividades propostas também incentivaram uma maior interação e troca de experiências entre os alunos e os profissionais já inseridos no mercado de trabalho há um longo tempo.
                Na abertura da Semana, a professora e coordenadora do curso de Jornalismo, Maria Zaclis Veiga, deu as boas vindas aos estudantes e destacou a importância de ambos os cursos de Comunicação Social, que de alguma forma se interligam. “Embora as práticas profissionais sejam absolutamente diferentes, a gente tem uma linha em comum que é a comunicação, que é chegar ao público. A ideia é que a gente consiga se aproximar cada vez mais.”.
                Neste ano, a Semana de Comunicação homenageia o publicitário, jornalista e poeta curitibano Paulo Leminski, uma das maiores figuras da literatura paranaense. No primeiro dia de palestra, para falar sobre o artista, o evento contou com a ilustre presença de sua família: as filhas Áurea e Estrela Leminski e a esposa Alice Ruiz. “Nada que ele fazia era sem sal”, disse Estrela, ao relatar que o pai, ao mesmo tempo que se dedicava à literatura, tinha grandes vínculos com obras musicais. O foco de Paulo Leminski era criar. Alice Ruiz, por sua vez, conta que o marido tinha uma forma inovadora de escrever, que até então, artista nenhum havia abordado. “Ele caminhou em direção à simplicidade, à linguagem de falar diretamente com as pessoas. Ele transformou a poesia concreta em algo acessível a todos.”.
                A palestra Múltiplo Leminski foi de um grande enriquecimento, pois pudemos conhecer um pouco mais da carreira e da intimidade do escritor. A senhora Ruiz comentou que o início da carreira de Leminski foi uma grande luta, que eles venceram com “qualidade e persistência”.
                O segundo dia da Semana de Comunicação contou com a participação de Rogério Galindo, repórter da Gazeta do Povo e responsável pela série de reportagens “Crimes sem Castigo”, publicada no começo do mês de Agosto. Galindo contou ao público como ocorreu o processo de apuração de dados, que durou aproximadamente um ano, e como foi o desenvolvimento das matérias. A palestra do dia 21 também contou com a presença das alunas da Universidade Positivo, Bruna Teixeira e Viviane Menosso que fizeram parte da equipe de Galindo.
                A série “Crimes sem Castigo” mostrou ao público números assustadores, pois há um grande índice de impunidade e que 56% dos homicídios analisados tiveram ligação com drogas. Segundo Rogério Galindo a maior preocupação era de que as primeiras matérias não estragassem as últimas.
                Uma das últimas palestras da Semana de Comunicação da Universidade Positivo foi sobre o caso Tayná e a ética envolvida (ou não) no processo. Os participantes foram: o jornalista correspondente da UOL em Curitiba, Rafael Moro; a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Federal, Isabel Kluger e o advogado dos quatro suspeitos iniciais do crime, Roberto Rolim.
                A primeira a falar foi Isabel. Ela destacou que a investigação está cheia de interrogações e que recebe dos presos constantes denúncias de tortura por parte dos policiais. Para ela, o caso Tayná veio para dar uma luz a estes acontecimentos e, talvez, solucionar estes problemas de tortura. O ex-advogado  dos suspeitos, Roberto Rolim, foi quem suspeitou de tortura ao chegar na delegacia para ouvir o depoimento dos homens e reparou em feridas abertas, dificuldade para sentar na cadeira, desnutrição, entre outros. Rolim foi destituído pelos próprios presos e agora é somente o advogado da família deles.
                Por fim, o jornalista Rafael Moro destacou alguns pontos importantes. Para ele, se a imprensa não tivesse entrado na história, o caso teria sido facilmente fechado com os suspeitos considerados culpados. Ele disse também que alguns jornalistas presenciaram cenas de agressão contra os suspeitos e fizeram suas reportagens sobre a declaração dos acusados sendo que, para ele, nestes casos as reportagens deveriam ter sido sobre as agressões presenciadas. Uma das falas do jornalista que devem ser destacadas foi: “que tipo de jornalismo nós fazemos hoje? O Futuro do pretérito salva você do processo, mas não salva a pessoa que você está expondo”.
 
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