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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Por Victoria Pagnozzi

A obra Cultura da Convergência, de Henry Jenkins, mostra através de exemplos como as mídias tradicionais e as novas mídias estão convivendo e trabalhando juntas, visto que as pessoas hoje partem dos meios tradicionais para outras plataformas em busca de novas experiências e informações. 
Para que os leitores entendam melhor o conceito de convergência, Jenkins fala da narrativa  transmídia utilizando como exemplo o filme Matrix. O autor diz que a maior crítica em relação à trilogia é o fato de que o público tem que acompanhar todas as plataformas (filmes, histórias em quadrinhos, videogames) a fim de compreender a história.
Ao falar sobre o reality Survivor, o pesquisador de mídias traz uma discussão interessante sobre os spoilers que, ao divulgarem informações antes do previsto, às vezes acabam causando problemas para as empresas e produtores. Nessa parte do livro ele fala ainda sobre a inteligência coletiva, pois as pessoas hoje compartilham informações e conhecimentos com outras sobre um determinado assunto. Quando cita o programa American Idol, Henry Jenkins destaca a importância dos fãs para a disseminação do conteúdo, e também a interatividade da qual o público disponibiliza hoje através da internet, para ter mais contato com o produto.
Outro ponto interessante do livro Cultura da Convergência é o tema da cooperação entre o marketing de empresas e programas (de entretenimento, principalmente). As marcas utilizam a audiência de programas, para assim transmitir sua mensagem e conseguir consumidores fiéis, chamados de lovemarks.
Retornando ao assunto "fãs", Jenkins discorre sobre como estes estão começando a criar suas próprias histórias (as chamadas fanfics) para explorar ainda mais o universo de determinado filme ou livro. Como exemplo, o autor falou dos fãs de Harry Potter, que chegaram até mesmo a ter problemas com a Warner Bros, que acusou certos jovens, que escreviam essas histórias utilizando os personagens da saga, de plágio. 
Com a leitura desse livro é possível perceber a importância da convergência, e como ela está tão presente no cotidiano das pessoas, e o autor acredita que, daqui há algum tempo, a convergência, a inteligência coletiva e a interatividade, transformarão a cultura global.
Por Daniele Andrade Vieira

A convergência é um processo cultural. É o fluxo de ideias, histórias e marcas apresentada em um grande número de canais midiáticos. Ela acontece, por exemplo, quando uma empresa deseja promover ao máximo sua marca. A convergência se dá em múltiplos canais de comunicação e a partir de uma interatividade entre estes canais. 
Com o desenvolvimento da convergência, nasce a narrativa transmídiatica, que é um modelo que capta as exigências do consumidor e depende da participação de comunidades de conhecimento.
É citada no livro Matrix, que é uma narrativa transmidiatica , a partir do filme os telespectadores perseguiam pedaços da história em diferentes canais, isso fez com que os fãs investissem mais tempo e tivessem uma experiência de entretenimento mais rica.
Um filme que permite aos fãs conteúdos além das telas de cinema, acaba proporcionando uma interatividade e um entendimento maior com o filme. Mas exige-se dos fãs um maior envolvimento para entender esse complexo universo ficcional.

Na franquia Star Wars, há uma cultura participativa, fãs da franquia produziram o curta “George Lucas in Love”,apropriando-se dos elementos  que George Lucas mostrou no filme, os fãs criaram seus próprios produtos com base no conteúdo do filme. Assim estabeleceu-se uma relação mais aberta e cooperativa com os fãs.

O livro nos mostra também como a convergência pode ser uma transformadora social. Como aconteceu nas eleições presidenciais americanas no ano de 2004. Os eleitores pegavam fotos dos candidatos utilizadas na campanha e faziam diversas montagens. A partir dessa ação, mais pessoas se interessaram nas eleições e passaram a prestar uma maior atenção para escolher seu candidato, isso fez com que o público mostrasse que estava reagindo aos discursos dos candidatos a eleição.


Concluindo, a convergência é utilizada para trazer mudanças nas formas de relacionamento do público com seus meios de comunicação. A convergência é feita a partir da relação interconectada que as pessoas passam a ter com as mídias. A convergência esta cada vez mais introduzida no nosso cotidiano. Mas ela não ocorre apenas com as mídias, ela ocorre também na mente dos consumidores.
Carolina Casagrande Fabiani
Henry Jenkins , em seu livro “A cultura da convergência”, mostra um fenômeno que está transformando a cultura e a sociedade. Para o autor, a convergência das mídias ocorre na mente dos consumidores e em suas redes sociais, em múltiplos canais de comunicação e a partir da interatividade de uns com os outros. Ele se opõe a ideia de que as pessoas vão convergir às mídias em somente um único e especifico aparelho. A convergência estaria muito mais associada à maneira como a informação é recebida, processada e re-elaborada pelas pessoas.
O autor também aproxima a ideia de inteligência coletiva com a convergência das mídias. Jenkins cita que, em uma sociedade de caçadores, as crianças aprendem brincando pela informação. Era possível que o individuo dominasse todos os saberes da sociedade, seria um grande sábio. Hoje é diferente. É impossível saber tudo, todos sabem pouco sobre algumas coisas. No caso, também um forma de inteligência coletiva. Um bom exemplo disso seriam os sites permitem aos consumidores colaborarem com informações.
A narrativa transmidiática, discutida na obra, representa um novo modelo, que capta a exigência dos consumidores e depende da participação ativa das comunidades de conhecimento. Ela nasce como resultado do desenvolvimento da cultura da convergência.
Heroes e Matriz, para o autor, são símbolos dessa narrativa.  “A narrativa transmidiática refere-se a um novo modelo que surgiu em resposta à convergência de mídias, captando as exigências dos consumidores e dependendo da participação ativa das comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo”.   Quando se cria um universo ficcional o sentido só é plenamente compreendido quando o conteúdo é experimentado em todo o seu conjunto.
Cada mídia funciona como uma peça e todas se completam num quebra-cabeça e proporcionam maior entendimento sobre o assunto. O modelo transmidiatico permite que a pessoa escolha com qual parte se envolver.


Luíza Giovana Rampelotti

Em ‘’Cultura da Convergência’’, Henry Jenkins exemplifica o ato da convergência unindo a teoria à prática, usando exemplos como: Survivor, American Idol, Matrix, Harry Potter, A Bruxa de Blair, Star Wars e etc. Todos esses programas de TV e filmes fazem parte da chamada era da convergência e demonstram bem como ela é utilizada, através de franquias, narrativa transmídia, cultura participativa, inteligência coletiva e etc.
No 4º bimestre estudamos sobre a cultura da convergência e de que forma ela atinge a nossa futura profissão. Pudemos utilizar o método da convergência de forma prática na Semana de Comunicação UP, onde cobrimos o evento nas mais diversas plataformas midiáticas.
Algo que me marcou bastante no livro de Henry Jenkins foi o discurso do presidente da Coca-Cola, Steven J. Heyer, na conferência Madison + Vine, da revista Advertising Age, falando sobre as Lovemarks e a economia afetiva. Isso significa que para uma empresa fazer sucesso, é necessário mais do que apenas vender um produto, e sim cativar as emoções do consumidor, aliando a sua marca aos melhores momentos da vida do público alvo.
Na cultura da convergência, os consumidores não exercem mais um papel passivo, agora eles são ativos, interagindo com os conteúdos e expressando suas opiniões de forma que sejam levadas a sério pelos produtores.
Isabela Rocco 

Henry Jenkins mostra que cultura da convergência está definitivamente transformando a sociedade. Por estarmos repletos de tecnologia, o público hoje em dia não fica só recebendo a informação, mas também participa, produz e troca conhecimento, informação e opiniões ao redor do mundo. Essa colaboração mútua é a inteligência coletiva.

O autor não fica só nos conceitos, mas também exemplifica detalhadamente o transmídia com base em muitos processos. “Cada meio faz o que faz de melhor”.  Assim é possível explorar diferentes plataformas, e conseguir os melhores recursos para cada objetivo.
 É muito argumentado que a inteligência coletiva e a cultura participativa são de extrema importância no lançamento de um produto. Por exemplo, um site que permite a colaboração com informações, ou que dê possibilidade de interação do consumidor com a marca consegue criar uma relação mais efetiva com o público. Também temos os filmes e séries como exemplo: espalhar as informações pela inteligência coletiva pode fazer com que eles fiquem conhecidos mundialmente.

Os fãs fidedignos conseguem puxar outras classes para ver também o que ele gosta, tem grande importância e contribuição para a divulgação e aumento de espectadores/leitores/etc.. Através da internet levam mais gente a conhecer a obra (incluo aqui: livros, filmes, séries novelas, músicas, videoclipes, entre outros), por meio de releases, opiniões, fanfics. Até mesmo os chamados “spoilers” têm seu lado positivo nisso, porque conseguem, com as prévias divulgadas, cativar a curiosidade de outras pessoas.

A convergência, além da informação e da publicidade, é um agente transformador na sociedade em geral, em todos os aspectos. Podemos notar nos casos de influência sobre as eleições, ou até mesmo em manifestações e protestos. 

Alice dos Santos.

Henry Jenkins lançou em 2008 o livro " Cultura da Convergência". Neste livro o autor exemplifica o uso da convergência na nossa vida atual. A convergência é o fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de cooperação do mercado midiático. A adaptação dos produtos aos novos meios e a forma de abordar seus consumidores é o ponto chave da convergência.  Henry Jenkins cita três conceitos : convergência dos meios de comunicação, cultura participativa e inteligência coletiva. Para exemplificar esses conceitos e as mudanças nos meios midiáticos o autor utilizou exemplos ligados a Harry Potter, Matrix, You tube, Photoshop e outros. Dessa forma os leitores conseguem compreender melhor os assuntos.
A convergência dos meios de comunicação liga diretamente a capacidade de transmitir a informações de várias maneiras. A cultura participativa relaciona a importância dos fãs na distribuição de informação e o terceiro conceito analisa o conjunto de ideias que são possíveis através das interações nos meios. O livro ainda comenta sobre a narrativa transmidiática - cada um faz o que tem de melhor-, sobre o perfil dos consumidores , e discorre sobre a importância do Markenting.
A Convergência está diretamente ligada ao nosso cotidiano, sendo que muitas vezes até sem perceber estamos usufruindo dela. O livro é fantástico para entender melhor esse universo midiático.
Ana Clara Colemonts 

Henry Jenkins, coordenador do Programa de Estudos de Mídia Comparada do Massachusets Instituct of Tecnology (MIT), autor da obra “Cultura da Convergência”, explora em seu livro os novos padrões das mídias e sua relação com o marketing, e a nova geração de consumidores, que navegam por diversas plataformas em busca de novas informações sobre suas marcas e franquias.
A convergência é do fluxo de conteúdos através de diversos suportes midiáticos, em que cada plataforma precisa oferecer ao consumidor o que faz de melhor. Cada mídia precisa oferecer um texto, de maneira distinta, uma nova forma de contar a história, a redundância na divulgação de conteúdos gera o desinteresse do público. A história em cada mídia tem de oferecer algo novo, que proporcione uma profundidade de experiência, porém que não seja desconexa à história principal.
O sucesso da circulação de conteúdos depende da participação ativa do público, à medida que novos conteúdos chegam aos consumidores, esses faram com que isso circule, seja pela internet, ou pela conversa “boca a boca”, a informação pode atingir alguém que futuramente se transforme em um consumidor fiel. A convergência se dá através do cérebro dos consumidores e de suas interações sociais.
As marcas mais sucedidas constroem laços afetivos com seus consumidores, aderindo uma identidade sentimental profunda, para que seja possível relacionar ideias e sentimentos à marca. A afetividade presente na divulgação da marca atraí consumidores fiéis, sendo esses os mais ativos, que são os que consumem a maior parte dos produtos da marca. 
 
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